
Acabo por negar
teu rosto
e neste encontro
recolho teu corpo
nesta tarde de chuva
Serpentes loucas
filhas das gotas de água
comungam a minha sede
e a tua nudez me espera
na janela do provir
O meu pensamento
agitado de silêncio
ouve ao longe
as notas do piano
de Pour Elise
Mas, os meus olhos!...
Os meus olhos bebem
o mistério da ilusão
Um cálice sussurrante
e quente de solidão
a penetrar pela garganta
na voz da razão
A chuva que cai
vai escorrendo pela janela
e vejo teu rosto nela
tentando limpar
meus pecados.
E o piano toca...
e nunca mais acaba…
5 comentários:
Bebi este poema no silêncio deste dia de chuva
Beijos
"O meu pensamento
agitado de silêncio"....
Porque é que sempre que volto para te visitar falas comigo?...que saudade....
IC
Obrigado pela visita e comentários... eu fico sempre sem palavras perante comentários, não consigo muito bem comentar o que já é comentado... mas fico feliz por ler os comentários que me fazem...
Jorge, eis um poema (ou mais um poema) que partilhas e que me toca imenso...
Belíssimo!
Beijo grande
duvidas para que ?!
só podes ser mesmo o meu tio !
beijos !
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