
sob os lençóis
deslizam silêncios
nas mãos flutuam
carícias aos seios
a língua desceu
em passe de ballet
presa na emboscada
da selva de sangue
dos sentidos
por fim consegui
um pouco de solidão
na imagem do vermelho
do teu rosto
retardei a alvorada
para prolongar
a noite
no desejo da lua
mordo a ferida
e ela nua
atravessa o quarto
o liquido se espalha
fecho os olhos
sobre a incerteza
como dói a madrugada!
Sem comentários:
Enviar um comentário