
desperto em mim
esta sensação
de andar por ai
no meio da multidão
entrego o meu corpo
aos empurrões
de um e de outro
em breves distracções
sinto as luzes lá fora
lembro-me que é natal
é assim que se vive agora
este tempo tão mal
lojas enchem-se de gentes
para comprar contradições
felizes presentes incoerentes
com os seus tristes corações
e eu por aqui caminho
sem nunca conseguir
(bem tento, mas não adivinho)
o que está esta gente a seguir
neste tempo sem destino
o meu coração não aparece
dou um sorriso ao um menino
e a minha alma aquece…
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