«que sentir é este sentir dos meus sentidos a sentir?»

«os sentidos são a engenharia da arte e o sentimento o projeto»

quinta-feira, 8 de maio de 2008

ETERNA SAUDADE




























Há em ti uma dor que dói
Em todos os lados a podes sentir
Falei-te de sonhos e da lua cheia
E sorriste por um instante
Mas louco, girei-a completamente
Tornei-a escura, dolorosa e abstracta
Apaguei o teu luar, onde vagueavas outrora
Agora, da minha incrédula figura te afastas
Em neblinas de vasta distancia
Sacudindo as poeiras que te encobrem
Limpando as manchas que te torturam
Todos aqueles dias ficarão perdidos
Inúteis e envelhecidos pela ausência
Afundados nas águas do mar que admiras
Encostados às paredes e muros brancos
Noites e mais noites deitadas para a rua
Desculpa da traição descuidada que fiz sem saber
Como eu pude ser assim, tão inconsciente
Querendo te fazer querer como interessa viver
Sinto a dor e o desgosto ainda no teu rosto
Da partida do nada que um dia de mim chegou
Tentei mas nunca consegui no mar te encontrar
Apenas senti em cada momento o teu pensamento
Eterna saudade que neste poema deixei.

© Jorge Oliveira
Publicado no R.Letras em 07/05/2008
Código do texto: T978697
ETERNA SAUDADE

4 comentários:

Anónimo disse...

À distancia do pensamento deixo um beijinho terno e amigo, e votos que a expressão dos sentidos corra por dentro de tuas veias sempre... Lindo o que escreves e mais não digo...:)

Jorge Oliveira disse...

... Eu não sou vento... sou só pensamento...

Er disse...

...Lindo!

Jorge Oliveira disse...

Obrigado
JO

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