
E a chuva recomeçou
com ela veio o vento
os relâmpagos e trovões
como quem resmunga comigo
em oitavas superiores
de agudas sinfonias
numa ansiedade
infrene e desastrada
Agora, tudo são escombros
que carrego aos meus ombros:
de um outrora coração
que te penetrou
e um corpo que te amou
E entre um silêncio
e outro te sonhou
num tempo que já passou
E a tua imagem embaciada
esboça a palavra branca
de uma quase saudade
e de irrisória dor
E vi uma luz vinda do céu
Seguida de um bramido
Que se espalha na cidade inteira
Será revolta ou será sentir?
A chuva desaba mais intensa agora
Talvez seja das lágrimas
que vêm com o cair das águas…
2 comentários:
Passado existe se termos em conta que recordações existem no presente... "Será revolta ou sentir?" ... e mais não digo... Beijinhos ( Gostei bastante deste poema, parabéns! )
O que houve... pode ainda existir... Obrigado e jinhos
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