
Segue-me este tormento da minha fala,
Ouvida sem falar nas palavras não ditas.
Será que tudo vem da minha ausente alma
Ou são sonhos em meras solidões eruditas?
E se são os devaneios das minhas fantasias
Trazidos na brisa suave desejada pelo vento?
Se assim for, são verbos predicados de magias
Conjugados em outra vida de um outro tempo.
Apelo ao além a todos os místicos divinos
Que nos gritos de silêncio dos seus hinos,
Ao som de violinos, digam que não sou louco.
Apenas meu corpo não encontra a sua alma,
Em contínuos murmúrios sussurrantes sem calma,
Pelo desespero de encontrá-la pouco a pouco.
© Jorge Oliveira
Publicado no R. Letras em 24/04/2008
Código de texto: T960410
ALMA PERDIDA
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