
Repousam rosas vermelhas
colocadas na jarra sobre a mesa,
misturam as sombras das paredes
por fios de luz que reflectem das cortinas.
O calor lá fora esquece o fresco interior
e afasta o horizonte de silêncio.
Brilham ainda vivas, é belo vê-las…
Parecem encobrir a noite que vem
com mistérios de perfumes
querendo chamar por alguém:
como pássaros que cruzam o interior
daquela vida exposta ao encovo do mundo.
Simples sentidos vividos neste dia
gravados em sons de cores e harmonia
que leva toda a essência da vida
apenas num breve segundo.
As rosas brilham sobre a mesa
como se fossem letras para mim
Amanhã é outro dia e o seu brilho já não é assim,
tal como a tela da minha poesia.
© Jorge Oliveira
Publicado no RL em 04/08/2008
Código do texto: T1111887
NATUREZA MORTA
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