
és deusa dos efémeros desejos
que se esconde atrás dos palcos.
eu pertenço-te com uma mão que perdi
que nua em teu rosto pousou,
como asa de pássaro quebrada
em cima de ramos de amendoeira.
e só na outra parte da memória
os meus dedos tocam teus lábios
em míticas e enigmáticas melodias
como se fosse um concerto de harpas
em que o maestro da batuta
conduz a sinfonia na avidez do teu olhar
e ouvem-se sons ancestrais de violino
vibrando com o impacto da luz
dos teus olhos nos meus.
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