Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010

o céu e o inferno de minha alma




















este sossego queima
as palavras por dizer
só o perfume de uma rosa preta
desperta a tristeza da consciência

e arde por dentro
esta labareda de diamantes
espalhando fumo de silêncio
por entre as letras fulminantes
das palavras escritas
na memória do meu ser

a tinta quente e vermelha
do sangue que corre
neste livro vivo de sentidos
que não se lê nem se vê
é apenas um fogo que se sente…

esta é a leitura sagrada de mim
o céu e o inferno de minha alma

(foto: Brígida Ferreira)

1 já deixaram o seu sentir:

Vanda Paz disse...

Este poema está soberbo.

Parabéns

Beijo