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Elas vêm escondidas.
Não aparecem em meus versos:
envergonhadas e recolhidas
tentam esconder seus gestos.
Elas masturbam a minha caneta,
amam-se no meu papel branco,
deixam vestígios de sémen na silhueta
a fluir na forma do símbolo fálico.
Às vezes gritam, às vezes choram,
às vezes apenas sorriem por nada;
deitadas no leito de quem amam,
se unem a ser uma única amada.
Orgasmos e intensos gemidos:
vindos de sentimentos explosivos,
mas, no entanto, tão perdidos
em busca de alguns versos vivos.
Estas são as palavras e a sua mudez,
algo que meus sentidos não entendem,
mesmo mostrando a sua nudez,
eu não as reconheço nem uma só vez.
© Jorge Oliveira
Publicado no RL em 30/07/2008
Código do texto: T1104550
FLIRT COM PALAVRAS DESCONHECIDAS
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