
à vida,
neste sagrado dia,
as vezes que
a vida
me enganou.
Pedi-lhe
que devolvesse
a vida que
ela me tramou.
Mas, nada
convencida,
a vida não pagou
o tudo
que me roubou.
A vida,
como Pilatos,
as mãos lavou,
e com argumento
julgou:
- A vida
que deixei vivida,
jamais
alguém enganou.
A todos dei
a vida certa.
Cada um,
a sua lei,
livremente,
escolheu
e consigo a levou.
Foi condenado
à morte
tudo o que deixei
de viver.
À vida,
pedi-lhe perdão,
perante os factos,
obteve a razão,
mas Pilatos, não teve,
NÃO.
© Jorge Oliveira
Publicado no R. Letras em 11/04/2008
Código do texto: T941478
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