
Sentei-me ao lado do meu insustentável segredo
Aprisionado nas raízes profundas da minha mente
Ébrio demente que se esconde num vazio degredo
Interrogando-me da razão porque estou inconsciente
São tantas as noites como esta que discuto com a morte
Do excesso de querer viver num silêncio sufocado de dor
Trazida por ventos insalubres, vindos do ontem sem sorte
Singrando sobre o mar de sangue do meu corpo sem amor
A alegria frágil dos sonhos traz de novo a noite imperfeita
Herdando revoltas do além, do supérstite veneno que resiste
Procuro, revolto-me, grito… trago os nervos como suspeita!
Do vidro que existe a fazer barreira entre o alegre e o triste
Esta ainda não foi a noite magistral para sucumbir à vida
Discurso espavento com o sono tentando lograr a paz
Abrem-se-me as minhas veias desta existência vazia
Assassinadas pelo incêndio dos sentidos, do corpo que jaz
© Jorge Oliveira
Publicado no R. Letras em 03/04/2008
Código do texto: T928813
2 comentários:
"Do excesso de querer viver num silêncio sufocado de dor"
Vejo que é conhecedor de gritos de silencio como estes...os das dores..
Fique bem!
IC (A que grita em silencio)
Para si IC (Penso ser Inês), muito obrigado pelo seu comentário... o poema "TU AI!", é dedicado ao silêncio, ao silêncio de todos e ao seu "Grito de Silêncio" em especial
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